Editorial: ESCALADA PERIGOSA
Cabe decretar o impeachment como instrumento legítimo para estancar essa escalada de decisões perigosas e conter uma condução que se aproxima da irresponsabilidade absoluta.Por Redação Catarinorte
Terça-feira, 14 de abril de 2026 09:27Falta coragem ao Congresso dos Estados Unidos para dizer, com todas as letras, o que já se tornou evidente: o país está sendo governado por Donald Trump de forma temerária, impulsiva e incompatível com a responsabilidade do cargo.
Em campanha, prometeu evitar guerras. No exercício do poder, demonstra inclinação constante ao confronto. Ataca e despreza aliados históricos, humilha parceiros tradicionais e flerta, com inquietante naturalidade, com a ameaça de destruição de povos e civilizações. Diz coisas, às vezes desconexas, e se desdiz com a mior facilidade e, o que é pior, mente. Mente sem o mínimo rubor, Com sua retórica agressiva e distribui ameaças a pessoas, nações e civilizações sem o menor cuidado ou diplomacia.
Mas há um ponto ainda mais grave: o desrespeito a líderes religiosos e às crenças de bilhões de pessoas ao redor do mundo. Não é necessário professar fé alguma para compreender o papel que a religião exerce na vida humana. Desdenhar dessas lideranças não é apenas uma ofensa — é um gesto de arrogância que ignora culturas, histórias e valores profundamente enraizados na humanidade.
O mundo quer paz. E espera, de quem detém poder, equilíbrio — não provocações.
Não se trata mais de estilo político ou retórica agressiva. Trata-se de risco real. De instabilidade institucional. De um comportamento que desafia regras internacionais, desrespeita lideranças globais e se coloca acima de qualquer limite — como se fosse intocável.
Diante desse cenário, não há espaço para omissão.
Cabe ao Congresso americano cumprir seu papel constitucional e agir com firmeza. Cabe decretar o impeachment como instrumento legítimo para estancar essa escalada de decisões perigosas e conter uma condução que se aproxima da irresponsabilidade absoluta.
A história não absolve os que se calam diante do evidente.
O tempo da hesitação já passou. O mundo observa. E o mundo exige paz.